O ser procon

Postado em Daily em janeiro 25, 2012 por @cicclops

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O garçom demorou? O copo veio com uma pedra de gelo e não duas? O prato chegou frio? Pronto, o barraco está formado. Por trás dele está ela, o ser procon. Aquele mala que ameaça processar até igreja que atrasa missa. 

Blindado por duas coisas: o conhecimento de leis e o fundamento capitalista de que o consumidor tem sempre razão, jovens elitistas, yuppies tupiniquins e afins, fazem as vezes que outrora pertenceu aos velhos e rabugentos. 

Mas qual a diferença entre brigar por um direito e ser um ser procon? Primeiro, a arrogância. Afinal, o ser procon “tá pagando”. Por isso exige o que quiser e do jeito que quiser, sem realizar que entre ele e o seu sofisticado filé existe um ser humano. 

Procurar pêlo em ovo é um outro diferencial. O ser procon só relaxa em sua própria casa. Fora dela, fica procurando problemas para reclamar e malar os outros. E como a gente sabe, quem procura acha. 

E por último, a falta de respeito pelos colegas. Afinal, todo mundo tem o direito de dizer o que bem entender, mas constranger uma mesa inteira por conta duma salada é, alem de obtuso, caipira. Nessas horas o jeito é torcer para que o garçom cuspa somente no prato do mala e não da turma toda.

Fênix e Harpias

Postado em Daily em janeiro 12, 2012 por @cicclops
Friendss

 

Conto nos dedos de uma mão os amigos que tenho. E quer saber? Tem vezes que ainda sobra dedo. Mas antes que você solidarize comigo, explico que esses dedos na verdade tem um dono, mesmo que eventual. 

São dos amigos que sumiram no mundo, que a gente fica um tempão sem ver, até esquece que tá vivo. E de repente Vush (onomatopéia de fogo mágico), a pessoa surge das cinzas na sua frente, linda e poderosa, tipo a fênix. 

Tá, a associação foi meio forçada, mas achei bonito e quis usar. Porque na real, fica essa a sensação. Amigos Fênix são difíceis de encontrar. Pois além de estarem distantes, são pessoas que mantém uma ligação louca com você e quando você reencontra, parece que sempre estiveram ali. 

Só não confundir os amigos Fênix com amigos Harpias, aqueles que não deram certo no Brasil, foram viver de sub-emprego fora e quando voltam são só metade humanos, tem valores deturpados e cheiram a enxofre. 

Confesso que toda vez que encontrava um amigo harpia por aí ficava passado. Agora não mais. Li num livro que não há Harpia que resista a uma flechada no coração. Agora passo por cima. Santa Mitologia. 

Olympo

Postado em Daily em janeiro 7, 2012 por @cicclops
Sarado

 

Nessa visita ao Rio, notei que somente lá existem nomenclaturas e vários tipos de seres na tabela de beleza carioca. Observando tudo que dois amigos falavam, com base nos corpos passantes, notamos os vários tipos. Vamos a tabela carioca da beleza:  

Corpo legal: é tipo assim, um corpo legal e só. Tudo em cima, sem nada sobrando. Noutro lugar do globo você seria sarado. Já no Rio é apenas comum. Básico. 

Corpo magro: valorizado quando se tem abdômen com gomos enormes e visíveis. Ser só magro nem entra na tabela, pois (segundo meus amigos cariocas) filé de borboleta não conta. 

Corpo Marombado: palavra que só existe no carioquês. Abdomens perfeitos, bíceps e trapézios enormes. Conhecedores dizem que todos, sem exceção, bombam. 

Corpo escândalo: é o ideal, moldado a base de malhação e açaí. Forte, definido, sem ser obscenamente grande. Pede-se uma penugem na barriga e bronzeado incrível. 

Barbie: grande, sarado, bronzeado, é quase bonito, se não fosse over. Geralmente tudo é depilado dando aquele ar plástico, que ninguém merece. 

E como todo mortal sonha com o Olympo, peguei treino novo com meu eterno profs de gym e comprei um pote de Whey Protein no shopping. Afinal, se a gente pode ser inteligente, culto e também sarado… Tá, eu paro. 

 

[Reflexões: A vida começa depois dos 40... 40 centímetros de bíceps] 

Enfim, 2012

Postado em Daily em janeiro 3, 2012 por @cicclops
Rio

E agora, sóbrio, você fica se perguntando o que há de bom nisso. Afinal, vc que não tem mais 20, ainda não tem apê próprio e nunca foi à Ibiza, enfim! (Adoro falar enfim, enfim!) Tá, eu sei que eu estou sendo ranzinza, sorry, mas é que estou meio deprimido. 

 

Poxa, estou há 12 dias me achando o Ferrys Buller (do filme ”Curtindo a Vida Adoidado”, sabe?) e ainda não assimilei a idéia de voltar à rotina dos jobs, metas e clientes estéricos em minha mesa. Sem falar em trocar o visual da praia, do Redentor e da casa dos amigos no Barra, pelos engarrafamentos de Brasília logo às 06 da matina. God. Alguém tem arsênico? 

 

Daí que entre uma reunião e outra, fico lembrando as curiosidades do Réveillon carioca. Por exemplo, do fenômeno dos carinhas que se encontram nas areias de Ipanema. Notou que todo mundo sempre é bem antenado com alguma nova onda que vai-abalar-bangu? E todos falam/comentam/ da mega festa na The Week que você comprou a entrada a dois meses atrás, mas não foi porque achou coisa melhor. E a moda das minis sungas? Tinha gente que não usava uma sunga, e sim um cinto de tão minúscula que era. Com certeza, uma nova tendência para quem é tamanho P. 

 

Claro, também tiveram as festas. Mas isso eu não comento, pois como diz aquele reclame do Free é ‘questão de bom senso’. Só vou falar que nunca vi tanta ”Barbie” se desmontar numa escada e meu amigo fazer tanta cara de ”sai daqui coco”. Isso se enquadrava para cada uma que vinha seca tentando azará-lo. Inclusive essa cara foi a melhor de todas, e ele a faz como ninguém. O recado é bem dado, um olhar tão desdém, que de fato o ser se senti um coco e nunca mais volta, enfim, cara de ”sai daqui coco”, é tendência para 2012. – Aquela, quando o carinha cai bem na sua frente e você o olha… A melhor. 

 

E sabe que escrevendo o post a tristeza até passou? Pois é, lembrei do quanto a gente é feliz e fica dramatizando (e drama não combina com o verão). Também lembrei do que uma amiga me disse para me consolar: a lagoa Rodrigo de Freitas pode não ser o rio Tietê… Mas o cheiro é igualzinho. Zoação à parte, desejo um 2012 ”ducaráleo” para todos, do fundo do coração. Eu sei que sou meio carão quando quero, mais depois do lance da cara ”sai daqui coco”, acho que tá valendo. 

 

Enfim, 2012

Postado em Daily em janeiro 3, 2012 por @cicclops

E agora, sóbrio, você fica se perguntando o que há de bom nisso. Afinal, vc que não tem mais 20, ainda não tem apê próprio e nunca foi à Ibiza, enfim! (Adoro falar enfim, enfim!) Tá, eu sei que eu estou sendo ranzinza, sorry, mas é que estou meio deprimido. 

 

Rio

 

Poxa, estou há 12 dias me achando o Ferrys Buller (do filme ”Curtindo a Vida Adoidado”, sabe?) e ainda não assimilei a idéia de voltar à rotina dos jobs, metas e clientes estéricos em minha mesa. Sem falar em trocar o visual da praia, do Redentor e da casa dos amigos no Barra, pelos engarrafamentos de Brasília logo às 06 da matina. God. Alguém tem arsênico? 

 

Daí que entre uma reunião e outra, fico lembrando as curiosidades do Réveillon carioca. Por exemplo, do fenômeno dos carinhas que se encontram nas areias de Ipanema. Notou que todo mundo sempre é bem antenado com alguma nova onda que vai-abalar-bangu? E todos falam/comentam/ da mega festa na The Week que você comprou a entrada a dois meses atrás, mas não foi porque achou coisa melhor. E a moda das minis sungas? Tinha gente que não usava uma sunga, e sim um cinto de tão minúscula que era. Com certeza, uma nova tendência para quem é tamanho P. 

 

Claro, também tiveram as festas. Mas isso eu não comento, pois como diz aquele reclame do Free é ‘questão de bom senso’. Só vou falar que nunca vi tanta ”Barbie” se desmontar numa escada e meu amigo fazer tanta cara de ”sai daqui coco”. Isso se enquadrava para cada uma que vinha seca tentando azará-lo. Inclusive essa cara foi a melhor de todas, e ele a faz como ninguém. O recado é bem dado, um olhar tão desdém, que de fato o ser se senti um coco e nunca mais volta, enfim, cara de ”sai daqui coco”, é tendência para 2012. – Aquela, quando o carinha cai bem na sua frente e você o olha… A melhor. 

 

E sabe que escrevendo o post a tristeza até passou? Pois é, lembrei do quanto a gente é feliz e fica dramatizando (e drama não combina com o verão). Também lembrei do que uma amiga me disse para me consolar: a lagoa Rodrigo de Freitas pode não ser o rio Tietê… Mas o cheiro é igualzinho. Zoação à parte, desejo um 2012 ”ducaráleo” para todos, do fundo do coração. Eu sei que sou meio carão quando quero, mais depois do lance da cara ”sai daqui coco”, acho que tá valendo. 

Segunda

Postado em Daily em dezembro 20, 2011 por @cicclops

Lobo

Quando o fim de semana termina, e já é segunda, também chega a hora de apagar as pistas da jogação. Não que a gente faça isso pra esconder alguma coisa de alguém. Afinal, nós gatos já nascemos pobres porém, já nascemos livres. 

Só que é horrível começar a semana acordando cedo e pagando de garoto sério no meio de um quarto com roupa até o teto, latinhas de cerveja e bitucas de cigarros pelo chão, além de outras coisinhas descartáveis que não vem ao caso comentar. 

Se você é desses que adora dizer: ‘eu só me arrependo do que não fiz’, parabéns, porque eu me arrependo de muita coisa que faço, ainda mais quando bebo grandes quantidades de smirnof ice, como nesse fim de semana. Por isso quando acordo no domingo começo a faxinar tudo: casa, quarto e claro, eu mesmo. 

Sim, tomar aquele banho de 2 horas, além de relaxar e carregar o corpo e a alma pra semana, serve como check up pra descobrir se você está todo em ordem. Ou se vai achar uma queimadura de cigarro na barriga, que não tem a menor ideia de quando foi. 

Curioso mesmo é quando a gente faz o pente fino e dias depois percebe aquela camiseta estranha, aquele óculos escuros diferente, ou aquele maço de cigarros extra-forte no canto do quarto. E demora pra admitir que, sim, o senhor já tinha percebido aquele detalhe antes. 

Só não quis mexer. Talvez pra não lembrar algo que rolou. Ou o inverso. Pra lembrar algo que rolou. Algo com alguém bacana que, assim como os resquícios de um fim de semana, foi bom, mas não volta mais. 

 

[Reflexões: tudo relacionado a cigarros é só para acrescentar mais sujeira aos fatos, nem fumar eu fumo.] 

A não balada

Postado em Daily em dezembro 20, 2011 por @cicclops

Veneno

 

A não balada é um fundamento típico da cidade grande, que tem voltado a moda. São aquelas casas e clubes noturnos cuja política é fazer de tudo para que você não entre. E tem nego que acha hype. 

A história começa pela localização. Primeiro, você rala o cu na ostra para descobrir onde fica o clube. Depois, rala para chegar lá. E por fim, rala para conseguir estacionar num lugar onde não te roubem até os pneus. 

Segundo round: entrar. A hostess bonitinha parece ter feito curso de como ser irritante. Te trata com desprezo e grosseria, mesmo você pagando uma fortuna e tendo o nome na lista. Porque sem isso meu caro, nem boa noite. 

Eis lá dentro, vai começar a diversão certo? Vai sonhando! Então descobre que o staff é despreparado, as filas são gigantes e os preços abusivos. E se você acha rico pagar trinta mangos numa água, não, você não é rico colega, é bobo. 

 

Lugar escroto só vê meu dinheiro uma vez. Até este fenômeno voltar para os anos 90, vou de festinhas tipo “lá em casa”, ou noitadas em Gyn. Com concentração amiga e gente que também acha que a noite é mais do que aborrecimento, música cafona e uísque com flash power. Beijo!

Eu com eu

Postado em Daily em novembro 28, 2011 por @cicclops

Maca

Vou viajar sozinho pro reveillon. Mas sem drama. Primeiro que vou encontrar amigos lá. Segundo que até curto uma aventura ‘eu com eu’, vez em quando. Cineminha sozinho então, cansei de ir. 

Até mesmo pra sexo me viro bem. Mas nesse quesito faço questão de uma companhia. De repente até mais de uma… Duas, três… Mentira, não curto festival. Bem, mas vamos mudar o assunto que o tema não é a festa do bacanal. 

Como tudo na vida, solidão também tem limite. Desconfio de todo mundo que é sozinho demais. Por exemplo, esses nerds que andam de cabeça baixa por aí, devem ser todos uns malucos. 

O lance é que ás vezes a gente fica cercado de gente e nem percebe o quanto é solitário. Por isso, um tempo sozinho é uma boa chance de se ver, sem ser pelos olhos dos outros (nossa, ficou bonito, vou até reler). 

Quanto ao reveillon, tenho certeza que vai ser ótimo. Não trocaria a programação nem a companhia por nada no mundo. É, eu acho que não, hehe.

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