… amar. E quem ama quer mostrar. Mas não tem nada pior que os casais que gostam, ou melhor, necessitam de mostrar e provar seu amor aos outros.
Sim, aos outros. Afinal, caguei se você marca a data do primeiro beijo, se conversam trocentas vezes ao dia, se põe o CD do Bruno Mars pra ele. Mas se comer em muro de faculdade, pendurar faixas nas árvores do bairro e passar o dia todo falando algo em redes sociais, convenhamos!
Lembro de um dia, eu num bar aqui em Brasília, junto a vários colegas e, eis que um deles me sobe na mesa, e logo atrás (pasmem), o carro de som. Era aniversário do namorado dele, no som Mariah Carey, e na mesa, todos constrangidos com a cena. Sim, isso conteceu. E sim, cuspi o diabo verde.
Ok, sei, ou melhor, espero, que você não seja do ”tipo” que faz este ”tipo” de coisa. Mas isso trata-se de um exemplo extremado. E estalinho de lingua em cinema, apelidinho carinhoso na roda, espremer espinha do amado em público? Nojo! Na minha cabeça gente assim é porca e frequenta péssimos lugares.
Claro que você pode fazer tudo isso e ligar o foda-se. Só espero que você não tope no meu caminho. Não que eu vá te incomodar, afinal, os incomodados que se mudem. Eu só rezo. E quando eu rezo, acontece.
