O garçom demorou? O copo veio com uma pedra de gelo e não duas? O prato chegou frio? Pronto, o barraco está formado. Por trás dele está ela, o ser procon. Aquele mala que ameaça processar até igreja que atrasa missa.
Blindado por duas coisas: o conhecimento de leis e o fundamento capitalista de que o consumidor tem sempre razão, jovens elitistas, yuppies tupiniquins e afins, fazem as vezes que outrora pertenceu aos velhos e rabugentos.
Mas qual a diferença entre brigar por um direito e ser um ser procon? Primeiro, a arrogância. Afinal, o ser procon “tá pagando”. Por isso exige o que quiser e do jeito que quiser, sem realizar que entre ele e o seu sofisticado filé existe um ser humano.
Procurar pêlo em ovo é um outro diferencial. O ser procon só relaxa em sua própria casa. Fora dela, fica procurando problemas para reclamar e malar os outros. E como a gente sabe, quem procura acha.
E por último, a falta de respeito pelos colegas. Afinal, todo mundo tem o direito de dizer o que bem entender, mas constranger uma mesa inteira por conta duma salada é, alem de obtuso, caipira. Nessas horas o jeito é torcer para que o garçom cuspa somente no prato do mala e não da turma toda.
