Barraco

Posted in Daily, Eu, Geral, Mis notas, Para quem pode on janeiro 12, 2015 by @cicclops

 

CHARLIE

 

Uma palavra, seus significados e nenhuma vantagem: barraco. Não curto ver, avalie participar. Enfim, nem tudo na vida é do jeito que queremos.

Existem momentos que o sangue sobe, aí já viu né, já era. Mas cabe lembrar que nossa liberdade termina onde começa a do outro. Linda essa frase.

Vamos ao, eu te conto, de hoje: certa vez fui com alguns amigos, numa dessas festas que sempre rolam aqui em Brasilia, enfim. Quem é daqui sabe, todos se conhecem e mesmo não querendo saber da vida alheia, você só não sabe se for surdo, leso ou louco. Um casal que já não tinha aquela fama de super enamorados, resolveram brigar, assim do nada e quase acaba com a festa.

Outra vez, meu amigo que mora em um dos points mais fervidos de Bsb, andando com seu cachorrinho na calçada, se viu obrigado a sair, digo, pegar outro caminho, por causa de UM sentando o cacete no DOIS, e tudo isso em plena luz do dia.

Ok, existem casos específicos onde o barraco acaba sendo a única alternativa. Vamos citar apenas um: Pegar o namorado no pulo, tipo mãos dadas no cinema. A não ser que você seja um sonso, voadora com os dois pés, é na certa a melhor opção (acho mais válido realizar isso na reserva, sem dá show aos telespectadores).

E os seres que adoram falar alto? Chamar a atenção e tal. Pra mim, esse tipo, no fundo, está mais pra carência e falta de amor próprio que maldade em si (tsc tsc).

Basta desse papo né? Apenas para encerrar, acredito que sim, devemos saber fazer nosso direito, nosso valor, sem perder a razão, e tão pouco a dignidade, até porque, você quando casar vai preferir o que, um castelo ou um barraco?

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É fácil

Posted in Daily on abril 24, 2013 by @cicclops

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Hoje eu falo: tenho medo de pessoas que usam as palavras, eu, meu, minha. Digo porque todas as vezes que me deparei com alguém que usava de forma única essas três palavrinhas, me deu mal em todas as três vezes. E quando esses termos, digo, essas palavrinhas são usadas numa relação amorosa, como uma tag no twitter eu digo: #comofas

A boa relação amorosa só é boa porque os dois pensam menos em seus interesses pessoais e mais nos interesses de ambos. Não é preciso abdicar de suas vontades, longe disso eu dizer isso, o que eu acho é que tudo pode ser resolvido na base do cedo aqui e você cede daí, e assim, vão se construindo um pilar, a estrutura base de qualquer relação.

O grande amor, o amor verdadeiro, é essencialmente solidário e altruísta. Pense comigo. Um que sair, dançar e o outro quer ficar em casa, vendo filme, literalmente uma situação banal, mas caso um ou outro não cede, pronto cria-se o caos. Você não consegue enxergar o desejo de assistir um filme em casa e vice versa. Ninguém consegue enxergar os desejos um do outros a não ser seus próprios desejos, eis aqui a famosa miopia amorosa. Ambos são amorosamente míopes. E não há nada, nem mesmo uma abrasadora química que leva a um sexo extasiante, que resista a miopia amorosa. O míope amoroso só vê a si próprio. E depois, quando as coisas não dão certo, atribui toda a responsabilidade à outra parte.

Reconhecer alguém que só pensa nela mesmo é fácil. Ela pode até ser esperta o bastante para não abusar do ‘eu’, ‘meu’, ‘minha’. Mas numa conversa, quando você estiver falando de suas coisas, os olhos da outra pessoa rapidamente voarão para um ponto bem distante. Não prestará atenção em nada que você disser, somente claro se disser sobre ela mesmo.Já alguém de vista plena, em oposição à miopia, olhará você  fixamente nos olhos. Ouvirá com devoção cada palavra que você disser, mesmo que não concorde com nada. E depois será capaz de reproduzir sua fala nas virgulas. Os relacionamentos são sempre difíceis, sabemos todos nós. Mas são simplesmente impossíveis quando a seu lado está uma míope amorosa. Aí, por mais esforço que você dedique ao namoro, por mais empenho que tenha para que as coisas funcionem, se tratará de mais um triunfo da esperança sobre a experiência.

Lindo de viver

Posted in Daily on abril 24, 2013 by @cicclops

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Imagina você, todo centrado e corretinho, nunca faz nada sem antes observar bem e a única coisa que queria era uma viagem a Disneylândia, mas por algo que deu errado você acabou indo a Deprelândia, conhece?

Você nunca soube direito como foi parar lá, tão pouco imagina o que é aquele lugar. Daí reconhece uma esquina ali, uma correspondência fechada ali, louças sujas acolá…Sim, isso aqui é a Deprelândia.

Você trouxe mala? Vacilão! Nem irar usar as roupas que trouxe. Qualquer short e uma regata serão suficientes para sua estadia. Outro indício que estamos lá é o fenômeno do cabelo vivo. Ele tem vontade própria te deixando em pouco tempo a cara do ”Jack” no Iluminado.

Em Deprelândia você não precisa se preocupar com nada. Família, contas, trabalho, ou porra nenhuma. O único problema é que lá o mundo gira, a vida gira, mas você não. Como um conto ruim.

Voltar de Deprelândia é chato e cansativo mas geralmente a gente acha sozinho. Fica no fim de um longo túnel onde brilha o sol, onde se faz a barba e os olhos brilham, deixando de lado uma outra função, chorar, e mais  enxergam o mundo como ele é: complicado, encantado e lindo de viver.

Simples

Posted in Daily on julho 30, 2012 by @cicclops

Chave

Coisas simples emocionam. Ou melhor, coisas simples me emocionam. E quando digo simples, são simples mesmo. Às vezes uma palavra, uma imagem, um momento, um gesto sincero… Este último cada dia mais raro, mas vira e mexe, acontece. 

Mas não pense que saio a chorar por aí. Apesar do coração sensível (ele juuura!) choro apenas em duas ocasiões: perda de membro da família, ou do corpo. Brincadeira. E cá pra nós, emocionar não precisa ter choro. 

Claro que emoções condicionadas têm seu valor. Um bom filme, um bom livro, uma bela música. Quem não se emocionou vendo Marley e Eu, lendo Meu Pé de Laranja Lima, ou ouvindo Damien Rice, que atire o primeiro lençinho de papel. 

Só que estes produtos não tem o poder e a beleza de uma emoção de sopetão. Que pega a gente desprevenido. E nesta categoria, existem as emoções tristes e as alegres. Das tristes me poupe. Não quero nem pensar. Agora, que delícia que é uma emoção alegre. De corar o rosto, sabe? 

Agora pensando, realizei que nunca chorei de alegria. Gostaria muito de não morrer sem este prazer. Aliás, lembrei porque escrevi este post. Vi uma frase linda que falava da morte de uma forma belíssima: a morte é um momento e não deve roubar a vida mais do que isso, um momento. E me emocionei.

O Homem Invisível

Posted in Daily on junho 10, 2012 by @cicclops

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E tem dias que não. Que você não dormiu direito por causa do cachorro da vizinha. Seu trabalho que está um saco ou o simples fato de nada interessante em sua vida acontecer. Enfim, motivos não faltam. 

Nesses dias sua cara de menino bonzinho desaparece. E com ela a simpatia. E você quer é ficar na companhia da única pessoa que, impreterivelmente, vai te aceitar como você é: você mesmo! Então almoça sozinho, passeia no shopping sozinho, toma café sozinho e até ensaia desligar o celular (que você religa logo depois por falta de força de vontade). 

Todo mundo tem seus dias do homem invisível. Que nada mais é que uma pausa pra gente poder ser chato, indiferente, blasé, ou o que for. Sem ter que ouvir que a gente está sendo chato, indiferente, blasé, ou o que for. 

Escutei um certo tempo: seja a tristeza, seja a alegria, seja a riqueza, seja a pobreza, tudo nessa vida passa. Incluindo seus dias de garoto introspectivo.

Até lá, um bom livro, um bom filme independente, um som no iPod (que pra mim tá sendo Timeless, do Sérgio mendes). Afinal a gente pode ficar chato. Mas perder o hype, jamais. 

Quem ama quer…

Posted in Daily on março 11, 2012 by @cicclops

Love

 

… amar. E quem ama quer mostrar. Mas não tem nada pior que os casais que gostam, ou melhor, necessitam de mostrar e provar seu amor aos outros. 

Sim, aos outros. Afinal, caguei se você marca a data do primeiro beijo, se conversam trocentas vezes ao dia, se põe o CD do Bruno Mars pra ele. Mas se comer em muro de faculdade, pendurar faixas nas árvores do bairro e passar o dia todo falando algo em redes sociais, convenhamos! 

Lembro de um dia, eu num bar aqui em Brasília, junto a vários colegas e, eis que um deles me sobe na mesa, e logo atrás (pasmem), o carro de som. Era aniversário do namorado dele, no som Mariah Carey, e na mesa, todos constrangidos com a cena. Sim, isso conteceu. E sim, cuspi o diabo verde. 

Ok, sei, ou melhor, espero, que você não seja do ”tipo” que faz este ”tipo” de coisa. Mas isso trata-se de um exemplo extremado. E estalinho de lingua em cinema, apelidinho carinhoso na roda, espremer espinha do amado em público? Nojo! Na minha cabeça gente assim é porca e frequenta péssimos lugares.   

Claro que você pode fazer tudo isso e ligar o foda-se. Só espero que você não tope no meu caminho. Não que eu vá te incomodar, afinal, os incomodados que se mudem. Eu só rezo. E quando eu rezo, acontece. 

O ser procon

Posted in Daily on janeiro 25, 2012 by @cicclops

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O garçom demorou? O copo veio com uma pedra de gelo e não duas? O prato chegou frio? Pronto, o barraco está formado. Por trás dele está ela, o ser procon. Aquele mala que ameaça processar até igreja que atrasa missa. 

Blindado por duas coisas: o conhecimento de leis e o fundamento capitalista de que o consumidor tem sempre razão, jovens elitistas, yuppies tupiniquins e afins, fazem as vezes que outrora pertenceu aos velhos e rabugentos. 

Mas qual a diferença entre brigar por um direito e ser um ser procon? Primeiro, a arrogância. Afinal, o ser procon “tá pagando”. Por isso exige o que quiser e do jeito que quiser, sem realizar que entre ele e o seu sofisticado filé existe um ser humano. 

Procurar pêlo em ovo é um outro diferencial. O ser procon só relaxa em sua própria casa. Fora dela, fica procurando problemas para reclamar e malar os outros. E como a gente sabe, quem procura acha. 

E por último, a falta de respeito pelos colegas. Afinal, todo mundo tem o direito de dizer o que bem entender, mas constranger uma mesa inteira por conta duma salada é, alem de obtuso, caipira. Nessas horas o jeito é torcer para que o garçom cuspa somente no prato do mala e não da turma toda.

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